Quem sou eu

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Sou um simples ser humano... Também caminho as vezes sem rumo, As vezes caminho em uma certa direção... Sou eu um simples ser humano... Que ri, Que sonha, Que brinca, Que corre... Sou um ser humano... Aprendendo sempre a viver...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ela e o Vento....

Estava ela a voltar pra casa,

Sempre com seu jeito doce a observar o céu,

As nuvens pareciam dançar

Movidas pelo vento forte...

Ele parecia também implicar com seus cabelos,

Estavam amarrados,

Mas por sua indelicadeza,

Ela resolvera soltá-los...

Ela sorriu,

Teve a impressão de ouvir

O vento falar-lhe baixinho...

Ela em pensamentos dizia,

Não me importo

Que afagues meu cabelo,

Mas apenas não o jogue pra frente...

Ela ria o vento parecia entender-lhe,

E suavemente alisava seus cabelos,

Como se acarinhasse também sua face...

Ah, uma conversa muito amigável esta,

O vento não estava zangado,

Como das outras vezes,

Apenas corria de um lado para o outro,

Parecendo acompanhar-lhe para casa...

Pela primeira vez,

Ela torna-se sua amiga,

Ele soubera que seu jeito simples de ser,

Não o rejeitara antes,

Apenas discordara de sua revolta,

Que sempre embaralhava os longos cabelos escuros,

Pela primeira vez ele apenas queria

Sentir seu sorriso,

E sua paz...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Eu queria ser poeta...

Ah como eu queria pelo menos por um dia ser poeta...
Poder desenhar a cada palavra,
Assim como um pintor escreve a cada imagem...
Pelo menos por um dia,
Eu queria ser poeta,
E por apenas um instante,
Adormecer os olhos da vida real,
E transportar o leitor para o mundo dos sonhos,
Um mundo que as vezes só existisse em desejos...
Como eu queria ser poeta,
Pois poeta não é aquele,
Que escreve lindas rimas,
Mas aquele capaz de descrever minuciosamente cada alma...
Ah...
Poeta,
Ser um pedaço de mim,
E o restante ser parte de cada um...
Levar as pessoas ao meu mundo,
Por um segundo que fosse,
E deixá-las sentir o que sinto...
Ah...
Como eu queria ser poeta,
De sotaque poeta,
De vida poeta,
De segredo poeta,
E de tal modo ser o simples,
Como o nascer do sol,
O cantar dos pássaros,
Ou as suaves gotas de chuva...
Ser poeta por inteiro,
Ser de tudo verdadeiro,
E apenas ser poeta,
Como ser gente,
Como ser sentimento,
Como o ar que respiro,
Suspiro,
Ser mente...
Ser apenas um poeta,
Ser discreto,
Ser presente,
Ser ausente,
Ser jovem,
Ser idoso,
Ser o espelho das estrelas,
Ser simplesmente,
Um domador de palavras,
E contudo ser apenas o poente,
Em cada linha descrita...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Kenzo...vc parte deixando saudade...

De todas as palavras escritas,
Nenhuma mais triste,
Que a despedida...
De todos os sonhos sonhados,
Nenhum mais sentido,
Que aquele que não será realizado...
De todas as dores vividas,
Sempre há aquela que não cessará,
A dor da ausência...
Pudera o poeta,
Descrever em versos,
Todos os momentos,
Que eternamente serão lembrados,
Uma conversa amiga,
Um sorriso,
Um abraço...
E a saudade que fica,
Quem descreve em poucas linhas?
Dentre todas as estrelas de meu céu,
Uma tornou-se recente,
Que por toda noite brilhará,
A iluminar a gente...
Dentre os encontros que não ocorreram,
Tu te tornaste o verdadeiro,
Pois, entre toda à distância,
Nossa amizade nos unia...
Ah...
Anjo que adormece,
Gélido,
Imóvel,
Em seu leito,
Liberto de seu corpo humano,
Voa em sua alma,
A velar por nós seus amigos...
(In Memorian a Kenzo 21/09/1980 ~22/06/2008)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Era uma simples manhã de outono...

Em uma manhã comum,
Em um lindo dia de outono,
O instante em que seus caminhos,
Se cruzaram pela primeira vez...
Ela em toda a inocência a sorrir,
A admirar o céu,
A falar suavemente sobre as coisas simples que ama...
Ele com todo o encantamento,
Com seus olhos a contemplá-la,
Sem entender o que lhe prendia a ela...

Dias que se passaram,

Ela em sua ingenuidade

Não compreendera que ele se apaixonara,

Ele em sua timidez,

Não encontrara palavras para dizer a ela...
Mas os caminhos estavam escritos...
Eles sentiam a necessidade,
De se verem todos os dias...
De se falarem,
Trocarem olhares,
Enfim um pertencia ao outro,
Como a água pertence ao mar...
Foi em uma simples e gélida,
Manhã de outono,
Folhas caindo ao chão como uma doce melodia,
Nuvens dançando no céu,
E a brisa a abafar o calor do sol...
Simples manhã de outono,
Que páginas de duas vidas foram escritas,
Descritas com um novo dia...

terça-feira, 29 de abril de 2008

As palavras...

As palavras parecem criar vida,

Como se os sentimentos emergissem,

E em meio ao mar,

Implorassem aos céus por um porto seguro...

As mesmas palavras tornam-se labirintos,

Atordoadas e confusas,

Perante o desconhecido...

Noite terna,

Constelações indicam o caminho,

Mas o pequeno barco não possui se quer remos...

A maré o leva delicadamente,

Mas para onde?

Não sei...

O frio da noite paralisa,

E as pequenas palavras,

Perdidas,

Esquecidas,

Suspiram...

O dia chega,

O silencio se torna vazio,

E em meio à solidão,

As palavras gritam...

O sol parece forte,

O mar torna-se bravio,

E em meio ao imenso medo,

O coração lhe diz:

Um dia lhe dei asas,

Mas você preferiu o chão...

As palavras calam,

O mar se acalma,

E ao tocar a brisa,

Sua alma lhe transporta...

Principia a nova vida...

As palavras não necessitam de asas,

Apenas esperam serem entendidas...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Uma simples tarde....

Uma simples tarde de outono,

A chuva surge suave,

E delicadamente desliza pela vidraça...

E como por encanto,

Seus olhos param fixamente em seus devaneios,

Por uns segundos tão distantes,

Por outros tão próximos...

Palavras que ouvira,

Palavras de dissera,

Palavras que sentia...

A chuva torna-se intensa,

E pequenos detalhes lhe acordam dos sonhos,

E a noite chega,

Densa e vazia,

Sem estrelas,

Sem Lua,

Apenas saudade...

Tantas realidades,

Tantos caminhos,

Tantos medos,

Tantas certezas,

Um só destino...

Imagem a vagar por entre lembranças,

Uma canção a recordar,

E por entre versos,

Deparando-se com o abismo,

Das incertezas,

Regados apenas por lágrimas de ilusão...

Mas seus olhos fixamente,

Olham através da vidraça,

As gotas de chuva

Começam a se confundir com memórias...

A chuva silencia-se,

E seu coração parece não ter mais forças para bater...

A noite passa...

Uma lágrima escorre por sua face,

Finalmente entendera...

O tempo todo fugira de si,

E em meio sua solidão,

Encontra-se perdida,

Como gotas de chuva,

Que adormecem sob a terra...

Um lindo arco-íris,

Principia-se nos céus,

Um colorido nobre,

Uma chance de um novo começo...

Não há palavras,

Não há mais passado,

O futuro?

Esse é como um sonho,

Depende de cada um realizar ou não...

E com seus olhos fixos,

No longínquo céu,

Descobre-se viva,

E as paginas de seu pequeno diário,

Podem enfim serem descritas...

terça-feira, 22 de abril de 2008

Sempre bela...

Sempre bela a violeta amarela...

Descansando na janela,

Fica a esperar...

Esperá-lo sem palavras,

Mas com um brilho majestoso,

Ela fica a sonhar...

Com uma doce inocência,

Sempre a observar,

o seus jeitos de menino,

Os seus jeitos de voar...

E a violeta amarela,

Sente a brisa,

Sente o sol,

E se faz amar...