Uma simples tarde de outono,
A chuva surge suave,
E delicadamente desliza pela vidraça...
E como por encanto,
Seus olhos param fixamente em seus devaneios,
Por uns segundos tão distantes,
Por outros tão próximos...
Palavras que ouvira,
Palavras de dissera,
Palavras que sentia...
A chuva torna-se intensa,
E pequenos detalhes lhe acordam dos sonhos,
E a noite chega,
Densa e vazia,
Sem estrelas,
Sem Lua,
Apenas saudade...
Tantas realidades,
Tantos caminhos,
Tantos medos,
Tantas certezas,
Um só destino...
Imagem a vagar por entre lembranças,
Uma canção a recordar,
E por entre versos,
Deparando-se com o abismo,
Das incertezas,
Regados apenas por lágrimas de ilusão...
Mas seus olhos fixamente,
Olham através da vidraça,
As gotas de chuva
Começam a se confundir com memórias...
A chuva silencia-se,
E seu coração parece não ter mais forças para bater...
A noite passa...
Uma lágrima escorre por sua face,
Finalmente entendera...
O tempo todo fugira de si,
E em meio sua solidão,
Encontra-se perdida,
Como gotas de chuva,
Que adormecem sob a terra...
Um lindo arco-íris,
Principia-se nos céus,
Um colorido nobre,
Uma chance de um novo começo...
Não há palavras,
Não há mais passado,
O futuro?
Esse é como um sonho,
Depende de cada um realizar ou não...
E com seus olhos fixos,
No longínquo céu,
Descobre-se viva,
E as paginas de seu pequeno diário,
Podem enfim serem descritas...

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