As palavras parecem criar vida,
Como se os sentimentos emergissem,
E em meio ao mar,
Implorassem aos céus por um porto seguro...
As mesmas palavras tornam-se labirintos,
Atordoadas e confusas,
Perante o desconhecido...
Noite terna,
Constelações indicam o caminho,
Mas o pequeno barco não possui se quer remos...
A maré o leva delicadamente,
Mas para onde?
Não sei...
O frio da noite paralisa,
E as pequenas palavras,
Perdidas,
Esquecidas,
Suspiram...
O dia chega,
O silencio se torna vazio,
E em meio à solidão,
As palavras gritam...
O sol parece forte,
O mar torna-se bravio,
E em meio ao imenso medo,
O coração lhe diz:
Um dia lhe dei asas,
Mas você preferiu o chão...
As palavras calam,
O mar se acalma,
E ao tocar a brisa,
Sua alma lhe transporta...
Principia a nova vida...
As palavras não necessitam de asas,
Apenas esperam serem entendidas...

Nenhum comentário:
Postar um comentário