quarta-feira, 25 de junho de 2008
Kenzo...vc parte deixando saudade...
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Era uma simples manhã de outono...
Em uma manhã comum,
Em um lindo dia de outono,
O instante em que seus caminhos,
Se cruzaram pela primeira vez...
Ela em toda a inocência a sorrir,
A admirar o céu,
A falar suavemente sobre as coisas simples que ama...
Ele com todo o encantamento,
Com seus olhos a contemplá-la,
Sem entender o que lhe prendia a ela...
Dias que se passaram,
Ela em sua ingenuidade
Não compreendera que ele se apaixonara,
Ele em sua timidez,
Não encontrara palavras para dizer a ela...
Mas os caminhos estavam escritos...
Eles sentiam a necessidade,
De se verem todos os dias...
De se falarem,
Trocarem olhares,
Enfim um pertencia ao outro,
Como a água pertence ao mar...
Foi em uma simples e gélida,
Manhã de outono,
Folhas caindo ao chão como uma doce melodia,
Nuvens dançando no céu,
E a brisa a abafar o calor do sol...
Simples manhã de outono,
Que páginas de duas vidas foram escritas,
Descritas com um novo dia...
terça-feira, 29 de abril de 2008
As palavras...
As palavras parecem criar vida,
Como se os sentimentos emergissem,
E em meio ao mar,
Implorassem aos céus por um porto seguro...
As mesmas palavras tornam-se labirintos,
Atordoadas e confusas,
Perante o desconhecido...
Noite terna,
Constelações indicam o caminho,
Mas o pequeno barco não possui se quer remos...
A maré o leva delicadamente,
Mas para onde?
Não sei...
O frio da noite paralisa,
E as pequenas palavras,
Perdidas,
Esquecidas,
Suspiram...
O dia chega,
O silencio se torna vazio,
E em meio à solidão,
As palavras gritam...
O sol parece forte,
O mar torna-se bravio,
E em meio ao imenso medo,
O coração lhe diz:
Um dia lhe dei asas,
Mas você preferiu o chão...
As palavras calam,
O mar se acalma,
E ao tocar a brisa,
Sua alma lhe transporta...
Principia a nova vida...
As palavras não necessitam de asas,
Apenas esperam serem entendidas...
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Uma simples tarde....
Uma simples tarde de outono,
A chuva surge suave,
E delicadamente desliza pela vidraça...
E como por encanto,
Seus olhos param fixamente em seus devaneios,
Por uns segundos tão distantes,
Por outros tão próximos...
Palavras que ouvira,
Palavras de dissera,
Palavras que sentia...
A chuva torna-se intensa,
E pequenos detalhes lhe acordam dos sonhos,
E a noite chega,
Densa e vazia,
Sem estrelas,
Sem Lua,
Apenas saudade...
Tantas realidades,
Tantos caminhos,
Tantos medos,
Tantas certezas,
Um só destino...
Imagem a vagar por entre lembranças,
Uma canção a recordar,
E por entre versos,
Deparando-se com o abismo,
Das incertezas,
Regados apenas por lágrimas de ilusão...
Mas seus olhos fixamente,
Olham através da vidraça,
As gotas de chuva
Começam a se confundir com memórias...
A chuva silencia-se,
E seu coração parece não ter mais forças para bater...
A noite passa...
Uma lágrima escorre por sua face,
Finalmente entendera...
O tempo todo fugira de si,
E em meio sua solidão,
Encontra-se perdida,
Como gotas de chuva,
Que adormecem sob a terra...
Um lindo arco-íris,
Principia-se nos céus,
Um colorido nobre,
Uma chance de um novo começo...
Não há palavras,
Não há mais passado,
O futuro?
Esse é como um sonho,
Depende de cada um realizar ou não...
E com seus olhos fixos,
No longínquo céu,
Descobre-se viva,
E as paginas de seu pequeno diário,
Podem enfim serem descritas...
terça-feira, 22 de abril de 2008
Sempre bela...
Sempre bela a violeta amarela...
Descansando na janela,
Fica a esperar...
Esperá-lo sem palavras,
Mas com um brilho majestoso,
Ela fica a sonhar...
Com uma doce inocência,
Sempre a observar,
o seus jeitos de menino,
Os seus jeitos de voar...
E a violeta amarela,
Sente a brisa,
Sente o sol,
E se faz amar...
O que quero....
O que eu quero, não sei,
É difícil explicar,
Mas poderia descrever,
O que não quero passar...
Não quero uma coisa de momento,
Não quero ser apenas um pensamento,
Não quero ter alguém distante,
Ser um simples instante,
E depois tudo acabar...
Não quero alguém a deriva,
Alguém que rejeita guarida,
Alguém que se finge de forte,
Mas depois se vai como a sorte,
E as lágrimas fazem brotar...
O que eu quero,
É difícil explicar,
Mas poderia descrever,
O que não quero passar...
Não quero alguém pela metade,
Alguém que me deixe na saudade,
Alguém que não me deixe sonhar...
E pensando,
Em tantos sentimentos,
Tantas coisas dentro do peito,
Quero alguém que me ensine a amar...
O dia passara....
O dia passara ligeiro,
Como o breve pôr-do-sol,
Que precipitadamente apagara-se...
O céu enfeitado com densas nuvens,
Pintara uma linda paisagem,
Ao anoitecer...
As palavras morriam nos lábios,
Feito delírios de sonhos,
E os olhares vazios nada mais buscaram...
Mais uma noite de outono,
Uma brisa leve,
Um ar gelado,
A abraçar os corpos...
Folhas delicadamente tocam o chão,
E subitamente passos,
A quebrar o silêncio do caminho...
Era ele a vagar,
Relembrando momentos,
Revivendo alegrias,
E planos que fizera um dia, por ela...
Ele caminhava só,
Imaginando como poderia tê-la de volta,
Imaginando como o destino poderia lhe fazer esquecer...
E em seus pensamentos,
Ele enriquecia a esperança,
De pelo menos revê-la,
E por mais uma vez,
Tocar-lhe a face,
E adormecer em seu olhar...
Mas não muito distante,
Ela...
Com uma linda rosa nas mãos,
Ouvia a melodia,
Que sempre lhe trouxera pra perto dele...
Seus corações sufocados pela distância,
Tal qual sol e lua,
Mas um sentimento forte,
Infinito como os desejos de felicidade...
Ele a buscava...
E ela sempre a esperá-lo...
Dias,
Noites,
Medo...
Qual fora o motivo da separação?
Nem se lembram,
Apenas percebem,
Que é impossível,
Esquecer...
Ele caminha solitário,
Ela derrama suas lágrimas em silêncio,
Por quê não se encontram?
Ele sente a imensa vontade de procurá-la,
Ela de abraçá-lo...
E decidem não mais esperar...
Ele vai ao jardim,
Onde se encontraram pela última vez...
E ela o procura,
Perto da fonte,
Onde o conhecera...
Em meio a tantos encontros,
Um desencontro...
Ele...
Ela...
Cabeça baixa,
Passo após passo,
Pensamentos...
As nuvens se dissipam,
A lua cheia,
Em sua sublime forma,
Toca o coração de cada um,
E como uma mágica,
Eles buscam o mesmo lugar...
E em meio a tantos desencontros,
Enfim o encontro...
Não há palavras,
Apenas olhares,
Não há receio apenas medo,
Não há dúvidas,
Apenas amor...
