Se eu morresse hoje,
Não sei qual seria a bagagem que minha alma levaria,
Talvez a minha família,
A quem tanto amo,
Com quem tanto aprendi...
Se morresse neste exato minuto,
O que teria conquistado?
Talvez meus amigos,
Os que conheci na infância e que hoje já não vejo,
E aqueles que ainda não tive a oportunidade de conhecer...
Se a morte me levasse,
Eu enfim reaprenderia a voar,
Mas será que um dia voei?
Ah morte...
Um ligeiro estado de sono,
Um sono que hora ou outra há de tomar-me,
Mas então o que me restaria?
Um simples olhar,
Que ainda não olhei,
Um simples sonho que ainda não sonhei,
Um simples amor,
Que ainda não tocou meu coração...
Ah...doce véu,
Que cobriria meu rosto,
E por um momento,
Nada mais existiria...
A não ser o caminho,
Que ainda me separaria de você...
Somente o silêncio seria a companhia,
O frio,
A escuridão,
E a morte,
Se eu morresse,
Teria sido em vão...
domingo, 10 de maio de 2009
Tornara-se parte do vento...
Tornara-se parte do vento,
Pois, nem a água do mar,
Nem cada pedaço de terra,
Poderiam aponta-lhe a direção...
O limite exaustivo,
Como outrora apagara-se o passado,
E o desejo,
O vicio,
O chamado...
Um vazio a cercar-lhe,
Por tantos lugares a pousar,
E somente a solidão encontrar...
Mas conhecesses a espera,
O tesouro escrito no mapa,
E uma bussola prateada,
A acompanhar-lhe rumo ao nada...
Ora cegamente imploras,
Ora loucamente recusas,
Não sabes se quer,
Se podes ou não admitir...
Presume-se a verdade,
E briga com a realidade,
Nem acima, nem abaixo,
Onde está?
O Senhor tempo,
Conduzi-lhe...
Hoje o ontem,
O mistério,
Sem nexo, sem escolhas...
Apenas a observar,
Permaneço imóvel,
Às vezes a soprar-lhe palavras,
Mas tornara-se parte do vento,
Não existe,
Não persiste,
Parte do vento,
Que caminha,
Que não se domina,
Que esfria,
Que aquece,
Que grita,
Emudece,
E somente busca se completar...
Parte do vento,
Do centro,
Parte do passado,
Do presente,
E eu, só a observar,
O que sentes....
Pois, nem a água do mar,
Nem cada pedaço de terra,
Poderiam aponta-lhe a direção...
O limite exaustivo,
Como outrora apagara-se o passado,
E o desejo,
O vicio,
O chamado...
Um vazio a cercar-lhe,
Por tantos lugares a pousar,
E somente a solidão encontrar...
Mas conhecesses a espera,
O tesouro escrito no mapa,
E uma bussola prateada,
A acompanhar-lhe rumo ao nada...
Ora cegamente imploras,
Ora loucamente recusas,
Não sabes se quer,
Se podes ou não admitir...
Presume-se a verdade,
E briga com a realidade,
Nem acima, nem abaixo,
Onde está?
O Senhor tempo,
Conduzi-lhe...
Hoje o ontem,
O mistério,
Sem nexo, sem escolhas...
Apenas a observar,
Permaneço imóvel,
Às vezes a soprar-lhe palavras,
Mas tornara-se parte do vento,
Não existe,
Não persiste,
Parte do vento,
Que caminha,
Que não se domina,
Que esfria,
Que aquece,
Que grita,
Emudece,
E somente busca se completar...
Parte do vento,
Do centro,
Parte do passado,
Do presente,
E eu, só a observar,
O que sentes....
Se eu eu dissesse...
Se eu dissesse que te amo,
Daquele Amor irresistível,
E que nada mais gostaria,
Do que te ter ao meu lado,
Sem nenhuma hesitação,
Certamente mentiria,
E tudo o que acredito,
Na mesma hora morreria,
Pois amor assim de repente,
Sem sentir,
Sem tocar,
Ah!
Desta forma incoerente,
Não...
Não sinto...
Não sentiria...
Mas, porém,
Se te dissesse,
Amar-te...
Do amor mais puro que existe,
Ao qual nem a noite mais escura omite,
Ah!
Um amor tão doce,
Que o tempo não poderia apagar,
Nem ao menos esfriar,
Por ser um amor de escolha,
De sonhos,
De inocência,
Nascido por ser semeado,
Ah!
Neste sim acredito,
Pois,
Tão lentamente a ser plantado,
Diria eu que Amo...
Mas isso é um segredo,
Não deve ser revelado,
Amar assim até dá medo,
Pois poderia ser contrariado,
Mas nada de ser anormal,
Porque amor pra ser real,
Às vezes deve ser castigado...
Não um castigo de escravos,
Mas o simples obstáculo,
A distância entre chão e o céu...
Daquele Amor irresistível,
E que nada mais gostaria,
Do que te ter ao meu lado,
Sem nenhuma hesitação,
Certamente mentiria,
E tudo o que acredito,
Na mesma hora morreria,
Pois amor assim de repente,
Sem sentir,
Sem tocar,
Ah!
Desta forma incoerente,
Não...
Não sinto...
Não sentiria...
Mas, porém,
Se te dissesse,
Amar-te...
Do amor mais puro que existe,
Ao qual nem a noite mais escura omite,
Ah!
Um amor tão doce,
Que o tempo não poderia apagar,
Nem ao menos esfriar,
Por ser um amor de escolha,
De sonhos,
De inocência,
Nascido por ser semeado,
Ah!
Neste sim acredito,
Pois,
Tão lentamente a ser plantado,
Diria eu que Amo...
Mas isso é um segredo,
Não deve ser revelado,
Amar assim até dá medo,
Pois poderia ser contrariado,
Mas nada de ser anormal,
Porque amor pra ser real,
Às vezes deve ser castigado...
Não um castigo de escravos,
Mas o simples obstáculo,
A distância entre chão e o céu...
segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
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