Tornara-se parte do vento,
Pois, nem a água do mar,
Nem cada pedaço de terra,
Poderiam aponta-lhe a direção...
O limite exaustivo,
Como outrora apagara-se o passado,
E o desejo,
O vicio,
O chamado...
Um vazio a cercar-lhe,
Por tantos lugares a pousar,
E somente a solidão encontrar...
Mas conhecesses a espera,
O tesouro escrito no mapa,
E uma bussola prateada,
A acompanhar-lhe rumo ao nada...
Ora cegamente imploras,
Ora loucamente recusas,
Não sabes se quer,
Se podes ou não admitir...
Presume-se a verdade,
E briga com a realidade,
Nem acima, nem abaixo,
Onde está?
O Senhor tempo,
Conduzi-lhe...
Hoje o ontem,
O mistério,
Sem nexo, sem escolhas...
Apenas a observar,
Permaneço imóvel,
Às vezes a soprar-lhe palavras,
Mas tornara-se parte do vento,
Não existe,
Não persiste,
Parte do vento,
Que caminha,
Que não se domina,
Que esfria,
Que aquece,
Que grita,
Emudece,
E somente busca se completar...
Parte do vento,
Do centro,
Parte do passado,
Do presente,
E eu, só a observar,
O que sentes....
domingo, 10 de maio de 2009
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