Quem sou eu

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Sou um simples ser humano... Também caminho as vezes sem rumo, As vezes caminho em uma certa direção... Sou eu um simples ser humano... Que ri, Que sonha, Que brinca, Que corre... Sou um ser humano... Aprendendo sempre a viver...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Era uma simples manhã de outono...

Em uma manhã comum,
Em um lindo dia de outono,
O instante em que seus caminhos,
Se cruzaram pela primeira vez...
Ela em toda a inocência a sorrir,
A admirar o céu,
A falar suavemente sobre as coisas simples que ama...
Ele com todo o encantamento,
Com seus olhos a contemplá-la,
Sem entender o que lhe prendia a ela...

Dias que se passaram,

Ela em sua ingenuidade

Não compreendera que ele se apaixonara,

Ele em sua timidez,

Não encontrara palavras para dizer a ela...
Mas os caminhos estavam escritos...
Eles sentiam a necessidade,
De se verem todos os dias...
De se falarem,
Trocarem olhares,
Enfim um pertencia ao outro,
Como a água pertence ao mar...
Foi em uma simples e gélida,
Manhã de outono,
Folhas caindo ao chão como uma doce melodia,
Nuvens dançando no céu,
E a brisa a abafar o calor do sol...
Simples manhã de outono,
Que páginas de duas vidas foram escritas,
Descritas com um novo dia...

terça-feira, 29 de abril de 2008

As palavras...

As palavras parecem criar vida,

Como se os sentimentos emergissem,

E em meio ao mar,

Implorassem aos céus por um porto seguro...

As mesmas palavras tornam-se labirintos,

Atordoadas e confusas,

Perante o desconhecido...

Noite terna,

Constelações indicam o caminho,

Mas o pequeno barco não possui se quer remos...

A maré o leva delicadamente,

Mas para onde?

Não sei...

O frio da noite paralisa,

E as pequenas palavras,

Perdidas,

Esquecidas,

Suspiram...

O dia chega,

O silencio se torna vazio,

E em meio à solidão,

As palavras gritam...

O sol parece forte,

O mar torna-se bravio,

E em meio ao imenso medo,

O coração lhe diz:

Um dia lhe dei asas,

Mas você preferiu o chão...

As palavras calam,

O mar se acalma,

E ao tocar a brisa,

Sua alma lhe transporta...

Principia a nova vida...

As palavras não necessitam de asas,

Apenas esperam serem entendidas...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Uma simples tarde....

Uma simples tarde de outono,

A chuva surge suave,

E delicadamente desliza pela vidraça...

E como por encanto,

Seus olhos param fixamente em seus devaneios,

Por uns segundos tão distantes,

Por outros tão próximos...

Palavras que ouvira,

Palavras de dissera,

Palavras que sentia...

A chuva torna-se intensa,

E pequenos detalhes lhe acordam dos sonhos,

E a noite chega,

Densa e vazia,

Sem estrelas,

Sem Lua,

Apenas saudade...

Tantas realidades,

Tantos caminhos,

Tantos medos,

Tantas certezas,

Um só destino...

Imagem a vagar por entre lembranças,

Uma canção a recordar,

E por entre versos,

Deparando-se com o abismo,

Das incertezas,

Regados apenas por lágrimas de ilusão...

Mas seus olhos fixamente,

Olham através da vidraça,

As gotas de chuva

Começam a se confundir com memórias...

A chuva silencia-se,

E seu coração parece não ter mais forças para bater...

A noite passa...

Uma lágrima escorre por sua face,

Finalmente entendera...

O tempo todo fugira de si,

E em meio sua solidão,

Encontra-se perdida,

Como gotas de chuva,

Que adormecem sob a terra...

Um lindo arco-íris,

Principia-se nos céus,

Um colorido nobre,

Uma chance de um novo começo...

Não há palavras,

Não há mais passado,

O futuro?

Esse é como um sonho,

Depende de cada um realizar ou não...

E com seus olhos fixos,

No longínquo céu,

Descobre-se viva,

E as paginas de seu pequeno diário,

Podem enfim serem descritas...

terça-feira, 22 de abril de 2008

Sempre bela...

Sempre bela a violeta amarela...

Descansando na janela,

Fica a esperar...

Esperá-lo sem palavras,

Mas com um brilho majestoso,

Ela fica a sonhar...

Com uma doce inocência,

Sempre a observar,

o seus jeitos de menino,

Os seus jeitos de voar...

E a violeta amarela,

Sente a brisa,

Sente o sol,

E se faz amar...

O que quero....

O que eu quero, não sei,

É difícil explicar,

Mas poderia descrever,

O que não quero passar...

Não quero uma coisa de momento,

Não quero ser apenas um pensamento,

Não quero ter alguém distante,

Ser um simples instante,

E depois tudo acabar...

Não quero alguém a deriva,

Alguém que rejeita guarida,

Alguém que se finge de forte,

Mas depois se vai como a sorte,

E as lágrimas fazem brotar...

O que eu quero,

É difícil explicar,

Mas poderia descrever,

O que não quero passar...

Não quero alguém pela metade,

Alguém que me deixe na saudade,

Alguém que não me deixe sonhar...

E pensando,

Em tantos sentimentos,

Tantas coisas dentro do peito,

Quero alguém que me ensine a amar...

O dia passara....

O dia passara ligeiro,

Como o breve pôr-do-sol,

Que precipitadamente apagara-se...

O céu enfeitado com densas nuvens,

Pintara uma linda paisagem,

Ao anoitecer...

As palavras morriam nos lábios,

Feito delírios de sonhos,

E os olhares vazios nada mais buscaram...

Mais uma noite de outono,

Uma brisa leve,

Um ar gelado,

A abraçar os corpos...

Folhas delicadamente tocam o chão,

E subitamente passos,

A quebrar o silêncio do caminho...

Era ele a vagar,

Relembrando momentos,

Revivendo alegrias,

E planos que fizera um dia, por ela...

Ele caminhava só,

Imaginando como poderia tê-la de volta,

Imaginando como o destino poderia lhe fazer esquecer...

E em seus pensamentos,

Ele enriquecia a esperança,

De pelo menos revê-la,

E por mais uma vez,

Tocar-lhe a face,

E adormecer em seu olhar...

Mas não muito distante,

Ela...

Com uma linda rosa nas mãos,

Ouvia a melodia,

Que sempre lhe trouxera pra perto dele...

Seus corações sufocados pela distância,

Tal qual sol e lua,

Mas um sentimento forte,

Infinito como os desejos de felicidade...

Ele a buscava...

E ela sempre a esperá-lo...

Dias,

Noites,

Medo...

Qual fora o motivo da separação?

Nem se lembram,

Apenas percebem,

Que é impossível,

Esquecer...

Ele caminha solitário,

Ela derrama suas lágrimas em silêncio,

Por quê não se encontram?

Ele sente a imensa vontade de procurá-la,

Ela de abraçá-lo...

E decidem não mais esperar...

Ele vai ao jardim,

Onde se encontraram pela última vez...

E ela o procura,

Perto da fonte,

Onde o conhecera...

Em meio a tantos encontros,

Um desencontro...

Ele...

Ela...

Cabeça baixa,

Passo após passo,

Pensamentos...

As nuvens se dissipam,

A lua cheia,

Em sua sublime forma,

Toca o coração de cada um,

E como uma mágica,

Eles buscam o mesmo lugar...

E em meio a tantos desencontros,

Enfim o encontro...

Não há palavras,

Apenas olhares,

Não há receio apenas medo,

Não há dúvidas,

Apenas amor...

Apenas pensei...

Apenas pensei...

Que virias por saudade,

E que a tal felicidade,

Seria ver o teu sorriso...

Apenas pensei...

Que olharias em meus olhos,

E gritarias ao mundo todo,

Menina como te amo,

Menina como te amei...

Apenas pensei...

Que sonharia acordada,

Caminharia de mãos dadas,

E mergulharia na emoção...

Apenas pensei...

Que lutarias mesmo sem espadas,

Que conhecerias minha alma,

Pensei apenas...

Que fosses meu...