Quem sou eu

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Sou um simples ser humano... Também caminho as vezes sem rumo, As vezes caminho em uma certa direção... Sou eu um simples ser humano... Que ri, Que sonha, Que brinca, Que corre... Sou um ser humano... Aprendendo sempre a viver...

domingo, 9 de novembro de 2008

Recomeçar...

Queria eu recomeçar...
Um novo começo,
Sem dores,
Sem defeitos...
E apagar certos erros,
Talvez por outros erros errar...
Ah...
Pudera eu recomeçar...
De uma certa idade,
Sabendo o que sei,
E mesmo assim,
Reaprendendo a andar...
Andar sempre foi tão pouco,
O tempo tão curto pra quem queria o céu tocar...
E mesmo em tal momento,
Aprender esse sentimento,
E entender o que me faz amar...
Quem dera eu recomeçar...
Assim como o nascer do sol
As fases da lua,
As doces estações...
Recomeçar...
Fazer uma nova história,
Talvez refazer alguns capítulos,
Cujo editor tenha rejeitado a primeira leitura...
Ah...
Apenas adormecer,
Sonhar,
Abrir os olhos,
E poder tornar o sublime paraíso,
Na mais singela realidade...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Queria eu fugir de mim...

Queria eu fugir de mim,

Pra quem sabe me encontrar em você,

E em teu olhar desvendar minha alma,

Livrar-me das amarras,

Dessa vida de regras,

De tantas regras desregradas,

De medos,

De segredos,

De labirintos,

De tantos detalhes,

E ao mesmo tempo tanto esquecimento...

Queria eu fugir de mim,

E quem sabe poder voar pra você,

E me perder em teu abraço,

Neste desejo tão doce de amar...

Queria eu fugir de mim,

E fugindo...

Ser eu mesma em teu sorriso,

E assim sonhar

Em tua voz,

Por apenas um instante,

Ser a brisa que te toca,

Ser a chuva que te beija,

Ser a essência que te guia,

Ao encontro de meu coração...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cada momento...

Ela caminhava apressadamente para casa,

Mesmo assim a pressa não era tão intensa,

A ponto de não permiti-la admirar o seu lindo céu...

Ela olhava fixamente,

Com um olhar distante,

Que parecia transportar-lhe para um outro universo...

De repente notara,

Anjos colhendo nuvens,

E a imagem lhe fascinara...

Há algum tempo a chuva não tocava a terra,

Ela amava chuva,

E com certeza seria bem vinda,

Para apagar o calor que era fatigante...

Mas os anjos colhiam nuvens,

Com certeza naquela noite não choveria...

Era fim de tarde,

O sol estava adormecendo no horizonte,

As pessoas nem percebiam o fantástico cenário

Que tão docemente pintara-se no céu...

Ela por sua vez,

Nunca deixara de observar seu lindo céu,

E a cada dia,

Uma nova pintura gravada em sua memória,

Torna-se mais especial,

Cada momento é único,

Deveria ser tratado como tal...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ela e o Vento....

Estava ela a voltar pra casa,

Sempre com seu jeito doce a observar o céu,

As nuvens pareciam dançar

Movidas pelo vento forte...

Ele parecia também implicar com seus cabelos,

Estavam amarrados,

Mas por sua indelicadeza,

Ela resolvera soltá-los...

Ela sorriu,

Teve a impressão de ouvir

O vento falar-lhe baixinho...

Ela em pensamentos dizia,

Não me importo

Que afagues meu cabelo,

Mas apenas não o jogue pra frente...

Ela ria o vento parecia entender-lhe,

E suavemente alisava seus cabelos,

Como se acarinhasse também sua face...

Ah, uma conversa muito amigável esta,

O vento não estava zangado,

Como das outras vezes,

Apenas corria de um lado para o outro,

Parecendo acompanhar-lhe para casa...

Pela primeira vez,

Ela torna-se sua amiga,

Ele soubera que seu jeito simples de ser,

Não o rejeitara antes,

Apenas discordara de sua revolta,

Que sempre embaralhava os longos cabelos escuros,

Pela primeira vez ele apenas queria

Sentir seu sorriso,

E sua paz...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Eu queria ser poeta...

Ah como eu queria pelo menos por um dia ser poeta...
Poder desenhar a cada palavra,
Assim como um pintor escreve a cada imagem...
Pelo menos por um dia,
Eu queria ser poeta,
E por apenas um instante,
Adormecer os olhos da vida real,
E transportar o leitor para o mundo dos sonhos,
Um mundo que as vezes só existisse em desejos...
Como eu queria ser poeta,
Pois poeta não é aquele,
Que escreve lindas rimas,
Mas aquele capaz de descrever minuciosamente cada alma...
Ah...
Poeta,
Ser um pedaço de mim,
E o restante ser parte de cada um...
Levar as pessoas ao meu mundo,
Por um segundo que fosse,
E deixá-las sentir o que sinto...
Ah...
Como eu queria ser poeta,
De sotaque poeta,
De vida poeta,
De segredo poeta,
E de tal modo ser o simples,
Como o nascer do sol,
O cantar dos pássaros,
Ou as suaves gotas de chuva...
Ser poeta por inteiro,
Ser de tudo verdadeiro,
E apenas ser poeta,
Como ser gente,
Como ser sentimento,
Como o ar que respiro,
Suspiro,
Ser mente...
Ser apenas um poeta,
Ser discreto,
Ser presente,
Ser ausente,
Ser jovem,
Ser idoso,
Ser o espelho das estrelas,
Ser simplesmente,
Um domador de palavras,
E contudo ser apenas o poente,
Em cada linha descrita...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Kenzo...vc parte deixando saudade...

De todas as palavras escritas,
Nenhuma mais triste,
Que a despedida...
De todos os sonhos sonhados,
Nenhum mais sentido,
Que aquele que não será realizado...
De todas as dores vividas,
Sempre há aquela que não cessará,
A dor da ausência...
Pudera o poeta,
Descrever em versos,
Todos os momentos,
Que eternamente serão lembrados,
Uma conversa amiga,
Um sorriso,
Um abraço...
E a saudade que fica,
Quem descreve em poucas linhas?
Dentre todas as estrelas de meu céu,
Uma tornou-se recente,
Que por toda noite brilhará,
A iluminar a gente...
Dentre os encontros que não ocorreram,
Tu te tornaste o verdadeiro,
Pois, entre toda à distância,
Nossa amizade nos unia...
Ah...
Anjo que adormece,
Gélido,
Imóvel,
Em seu leito,
Liberto de seu corpo humano,
Voa em sua alma,
A velar por nós seus amigos...
(In Memorian a Kenzo 21/09/1980 ~22/06/2008)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Era uma simples manhã de outono...

Em uma manhã comum,
Em um lindo dia de outono,
O instante em que seus caminhos,
Se cruzaram pela primeira vez...
Ela em toda a inocência a sorrir,
A admirar o céu,
A falar suavemente sobre as coisas simples que ama...
Ele com todo o encantamento,
Com seus olhos a contemplá-la,
Sem entender o que lhe prendia a ela...

Dias que se passaram,

Ela em sua ingenuidade

Não compreendera que ele se apaixonara,

Ele em sua timidez,

Não encontrara palavras para dizer a ela...
Mas os caminhos estavam escritos...
Eles sentiam a necessidade,
De se verem todos os dias...
De se falarem,
Trocarem olhares,
Enfim um pertencia ao outro,
Como a água pertence ao mar...
Foi em uma simples e gélida,
Manhã de outono,
Folhas caindo ao chão como uma doce melodia,
Nuvens dançando no céu,
E a brisa a abafar o calor do sol...
Simples manhã de outono,
Que páginas de duas vidas foram escritas,
Descritas com um novo dia...