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Sou um simples ser humano... Também caminho as vezes sem rumo, As vezes caminho em uma certa direção... Sou eu um simples ser humano... Que ri, Que sonha, Que brinca, Que corre... Sou um ser humano... Aprendendo sempre a viver...

terça-feira, 22 de abril de 2008

O que quero....

O que eu quero, não sei,

É difícil explicar,

Mas poderia descrever,

O que não quero passar...

Não quero uma coisa de momento,

Não quero ser apenas um pensamento,

Não quero ter alguém distante,

Ser um simples instante,

E depois tudo acabar...

Não quero alguém a deriva,

Alguém que rejeita guarida,

Alguém que se finge de forte,

Mas depois se vai como a sorte,

E as lágrimas fazem brotar...

O que eu quero,

É difícil explicar,

Mas poderia descrever,

O que não quero passar...

Não quero alguém pela metade,

Alguém que me deixe na saudade,

Alguém que não me deixe sonhar...

E pensando,

Em tantos sentimentos,

Tantas coisas dentro do peito,

Quero alguém que me ensine a amar...

O dia passara....

O dia passara ligeiro,

Como o breve pôr-do-sol,

Que precipitadamente apagara-se...

O céu enfeitado com densas nuvens,

Pintara uma linda paisagem,

Ao anoitecer...

As palavras morriam nos lábios,

Feito delírios de sonhos,

E os olhares vazios nada mais buscaram...

Mais uma noite de outono,

Uma brisa leve,

Um ar gelado,

A abraçar os corpos...

Folhas delicadamente tocam o chão,

E subitamente passos,

A quebrar o silêncio do caminho...

Era ele a vagar,

Relembrando momentos,

Revivendo alegrias,

E planos que fizera um dia, por ela...

Ele caminhava só,

Imaginando como poderia tê-la de volta,

Imaginando como o destino poderia lhe fazer esquecer...

E em seus pensamentos,

Ele enriquecia a esperança,

De pelo menos revê-la,

E por mais uma vez,

Tocar-lhe a face,

E adormecer em seu olhar...

Mas não muito distante,

Ela...

Com uma linda rosa nas mãos,

Ouvia a melodia,

Que sempre lhe trouxera pra perto dele...

Seus corações sufocados pela distância,

Tal qual sol e lua,

Mas um sentimento forte,

Infinito como os desejos de felicidade...

Ele a buscava...

E ela sempre a esperá-lo...

Dias,

Noites,

Medo...

Qual fora o motivo da separação?

Nem se lembram,

Apenas percebem,

Que é impossível,

Esquecer...

Ele caminha solitário,

Ela derrama suas lágrimas em silêncio,

Por quê não se encontram?

Ele sente a imensa vontade de procurá-la,

Ela de abraçá-lo...

E decidem não mais esperar...

Ele vai ao jardim,

Onde se encontraram pela última vez...

E ela o procura,

Perto da fonte,

Onde o conhecera...

Em meio a tantos encontros,

Um desencontro...

Ele...

Ela...

Cabeça baixa,

Passo após passo,

Pensamentos...

As nuvens se dissipam,

A lua cheia,

Em sua sublime forma,

Toca o coração de cada um,

E como uma mágica,

Eles buscam o mesmo lugar...

E em meio a tantos desencontros,

Enfim o encontro...

Não há palavras,

Apenas olhares,

Não há receio apenas medo,

Não há dúvidas,

Apenas amor...

Apenas pensei...

Apenas pensei...

Que virias por saudade,

E que a tal felicidade,

Seria ver o teu sorriso...

Apenas pensei...

Que olharias em meus olhos,

E gritarias ao mundo todo,

Menina como te amo,

Menina como te amei...

Apenas pensei...

Que sonharia acordada,

Caminharia de mãos dadas,

E mergulharia na emoção...

Apenas pensei...

Que lutarias mesmo sem espadas,

Que conhecerias minha alma,

Pensei apenas...

Que fosses meu...

sábado, 8 de março de 2008

Queria apenas amar...

Queria me encontrar em um abraço,

Sonhar em um sorriso,

Despertar em um olhar...

Queria sentir a melodia de uma canção,

Respirar o perfume de um jardim na primavera,

Adormecer observando as nuvens,

Na mais sublime paz...

Queria caminhar de mãos dadas,

Desvendar os mistérios da alma,

E transmitir os sentimentos,

Sem precisar falar...

Queria contar estrelas,

Relembrando as constelações,

E tendo a certeza,

De que por alguns segundos,

Fiz-me parte delas,

E brilhei para alguém...

Queria...

Ser uma palavra de alegria,

Ser chuva de verão,

Ou talvez somente uma brisa,

E ser feliz...

Queria...

Passear em meio ao parque,

Esquecer que há saudade,

Queria apenas amar...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Ela e Ele...

O céu estava lindo...

Ela estava caminhando,

Como sempre solitária a sonhar,

Viajar,

Relembrando sorrisos,

Palavras,

Relembrando aquele abraço doce,

E aquele beijo intenso,

Que ele lhe dera...

Ah!

Inesquecível instante,

Ela se lembra nos mínimos detalhes...

O céu,

Todo coberto por nuvens densas,

O silêncio,

A despedida...

Ela o desejava,

Ele a desejava...

E por alguns segundos,

Um abraço,

Ouvir o coração,

Sentir o perfume,

Sonhar...

Mas ela teve medo,

E ele teve medo,

Depois disso,

Não mais se falaram como antes,

Mas seus olhares

Continuavam verdadeiros,

E em plena certeza de sua mente

Duraria eternamente...

Ela não soube se deixar amar,

Ela precisava mais que um simples sorriso,

Ela desejava mais que um doce olhar...

Ele estava confuso,

Não sabia se poderia gritar aos quatro cantos,

Se ela lhe amava,

Se ele seria feliz ao lado dela...

Ele desejava mais que um sorriso,

Ele precisava mais que um doce olhar...

Ela voltava os olhos ao céu,

E se perguntava como pôde ter tanto medo,

E se lembrava do juramento que fez a si própria,

Não sofrer por ninguém,

Não derramar uma lágrima se quer,

Ser sempre a mesma,

Sincera,

Risonha,

Feliz...

Ela caminhava com o peito apertado,

Recordando todos os momentos ao lado dele,

E tentando entender como o perdeu,

Sem palavras,

Sem olhares,

Sem saber se quer se o que ele sentia,

Era tão forte quanto o que ela sentia,

E tentando entender,

Por quê ele não lhe disse?

Ela precisava ter ouvido,

Apenas uma palavra,

Para que o medo se apagasse...

Ele...

Ele não entendia a frieza,

Era como se nada tivesse acontecido,

Era como se ele agora conversasse com uma estranha...

Ele queria dizer,

Mas será que ela merecia ouvir?

Ela caminhava lembrando tantas coisas,

Mas ao mesmo tempo,

Sentia o que ele sentia...

Ela não sabia amar...

Ela não ama ninguém,

Ela talvez não mereça amar,

Talvez não mereça que a amem...

Assim pensava ela,

Caminhando,

Imaginando,

Como tudo aconteceu,

Como poderia ter acontecido,

Se hoje ela tivesse a oportunidade,

De reencontrá-lo...

O céu está estrelado,

A lua de prata tão linda,

Namorados de mãos dadas conversando,

E ela...

Ali caminhando,

Sonhando,

Com a própria vida...

Ele também relembra,

Talvez olhando a mesma lua,

As mesmas estrelas,

Tenta entender porque não foi capaz de arriscar...

Ele está distante agora,

Mas quando se encontram,

Tudo parece voltar,

Seu coração acelera,

Sua voz cala,

E ele deixa a timidez lhe dominar...

Nunca brigaram,

Apenas não conseguiram entender,

Que o amor quando nasce,

Causa medo,

Mas o medo maior é o silêncio,

Hoje eles sabem,

Que quando se ama não se espera,

Age-se,

Não se diz apenas,

Demonstra-se,

Não inibe,

Confronta-se...

sábado, 2 de fevereiro de 2008

O infinito...

O infinito...

Dentre as estrelas de meu céu...

Dentre as águas de meu mar...

Encontro o infinito...

Um instante mágico,

Que eu possa tocar...

Ao tocar o infinito,

Ele me toca de volta,

Um toque frio,

Mas ao mesmo tempo, morno, aconchegante...

E fico ali, sem saber como agir...

O que fazer?

O que dizer?

Pra que dizer?

Fico apenas a sentir...

O infinito que encontro entre as estrelas e o mar...

Fecho os olhos...

Deparo-me com meu silêncio,

E o infinito,

Que me cerca,

È a sua ausência...

A noite termina,

O sol me aquece,

Uma voz me encanta,

Como uma hipnose de devaneio...

E o infinito que agora alcanço,

É apenas a proteção de seus braços...

(escrito a duas mãos Júlio e Mary)

Dentro de meus olhos...

Se olhasse por apenas um segundo dentro de meus olhos...

Veria os seus refletidos como nunca vira antes...

E teria que achar forças em seu interior

Para esquecê-los e poder dormir em paz...

Mesmo assim não haveria sono,

Perderia-se em devaneios,

Pois sua alma te perturbaria,

Necessitaria desvendar a magia...

A magia que te prende,

Te consome,

Te envolve,

Te enlouquece,

E ao mesmo tempo...

Se olhasse por apenas um segundo dentro de meus olhos...

Poderias entender,

O que palavras não descrevem,

O que o medo apavora,

Mas mesmo assim,

Pode ser chamado de infinito...

Infinito, o vazio entre duas palavras,

No espaço entre estes olhos,

Entre coisas tristes e piadas

Entre atos honrosos ou odiosos...

Se...

Se olhasse...

Ah...

Apenas um segundo...

A imensidão do oceano,

Se tornaria um suspiro,

E o instante de um sonho

Apenas o ar que respiro...

Dentro de meus olhos....

Teus olhos...

Tão meus olhos...

Nossos olhos...

Unidos pelo espaço entre eles...

Distância longa, porém tão curta.

Logo abaixo, respiração...

Ofegante, porém pausada...

Tempo que para...

Mas momento que se torna eterno,

Assim como meu amor por você...

(escrita a duas mãos Júlio e Mary)