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Sou um simples ser humano... Também caminho as vezes sem rumo, As vezes caminho em uma certa direção... Sou eu um simples ser humano... Que ri, Que sonha, Que brinca, Que corre... Sou um ser humano... Aprendendo sempre a viver...

terça-feira, 22 de abril de 2008

Apenas pensei...

Apenas pensei...

Que virias por saudade,

E que a tal felicidade,

Seria ver o teu sorriso...

Apenas pensei...

Que olharias em meus olhos,

E gritarias ao mundo todo,

Menina como te amo,

Menina como te amei...

Apenas pensei...

Que sonharia acordada,

Caminharia de mãos dadas,

E mergulharia na emoção...

Apenas pensei...

Que lutarias mesmo sem espadas,

Que conhecerias minha alma,

Pensei apenas...

Que fosses meu...

sábado, 8 de março de 2008

Queria apenas amar...

Queria me encontrar em um abraço,

Sonhar em um sorriso,

Despertar em um olhar...

Queria sentir a melodia de uma canção,

Respirar o perfume de um jardim na primavera,

Adormecer observando as nuvens,

Na mais sublime paz...

Queria caminhar de mãos dadas,

Desvendar os mistérios da alma,

E transmitir os sentimentos,

Sem precisar falar...

Queria contar estrelas,

Relembrando as constelações,

E tendo a certeza,

De que por alguns segundos,

Fiz-me parte delas,

E brilhei para alguém...

Queria...

Ser uma palavra de alegria,

Ser chuva de verão,

Ou talvez somente uma brisa,

E ser feliz...

Queria...

Passear em meio ao parque,

Esquecer que há saudade,

Queria apenas amar...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Ela e Ele...

O céu estava lindo...

Ela estava caminhando,

Como sempre solitária a sonhar,

Viajar,

Relembrando sorrisos,

Palavras,

Relembrando aquele abraço doce,

E aquele beijo intenso,

Que ele lhe dera...

Ah!

Inesquecível instante,

Ela se lembra nos mínimos detalhes...

O céu,

Todo coberto por nuvens densas,

O silêncio,

A despedida...

Ela o desejava,

Ele a desejava...

E por alguns segundos,

Um abraço,

Ouvir o coração,

Sentir o perfume,

Sonhar...

Mas ela teve medo,

E ele teve medo,

Depois disso,

Não mais se falaram como antes,

Mas seus olhares

Continuavam verdadeiros,

E em plena certeza de sua mente

Duraria eternamente...

Ela não soube se deixar amar,

Ela precisava mais que um simples sorriso,

Ela desejava mais que um doce olhar...

Ele estava confuso,

Não sabia se poderia gritar aos quatro cantos,

Se ela lhe amava,

Se ele seria feliz ao lado dela...

Ele desejava mais que um sorriso,

Ele precisava mais que um doce olhar...

Ela voltava os olhos ao céu,

E se perguntava como pôde ter tanto medo,

E se lembrava do juramento que fez a si própria,

Não sofrer por ninguém,

Não derramar uma lágrima se quer,

Ser sempre a mesma,

Sincera,

Risonha,

Feliz...

Ela caminhava com o peito apertado,

Recordando todos os momentos ao lado dele,

E tentando entender como o perdeu,

Sem palavras,

Sem olhares,

Sem saber se quer se o que ele sentia,

Era tão forte quanto o que ela sentia,

E tentando entender,

Por quê ele não lhe disse?

Ela precisava ter ouvido,

Apenas uma palavra,

Para que o medo se apagasse...

Ele...

Ele não entendia a frieza,

Era como se nada tivesse acontecido,

Era como se ele agora conversasse com uma estranha...

Ele queria dizer,

Mas será que ela merecia ouvir?

Ela caminhava lembrando tantas coisas,

Mas ao mesmo tempo,

Sentia o que ele sentia...

Ela não sabia amar...

Ela não ama ninguém,

Ela talvez não mereça amar,

Talvez não mereça que a amem...

Assim pensava ela,

Caminhando,

Imaginando,

Como tudo aconteceu,

Como poderia ter acontecido,

Se hoje ela tivesse a oportunidade,

De reencontrá-lo...

O céu está estrelado,

A lua de prata tão linda,

Namorados de mãos dadas conversando,

E ela...

Ali caminhando,

Sonhando,

Com a própria vida...

Ele também relembra,

Talvez olhando a mesma lua,

As mesmas estrelas,

Tenta entender porque não foi capaz de arriscar...

Ele está distante agora,

Mas quando se encontram,

Tudo parece voltar,

Seu coração acelera,

Sua voz cala,

E ele deixa a timidez lhe dominar...

Nunca brigaram,

Apenas não conseguiram entender,

Que o amor quando nasce,

Causa medo,

Mas o medo maior é o silêncio,

Hoje eles sabem,

Que quando se ama não se espera,

Age-se,

Não se diz apenas,

Demonstra-se,

Não inibe,

Confronta-se...

sábado, 2 de fevereiro de 2008

O infinito...

O infinito...

Dentre as estrelas de meu céu...

Dentre as águas de meu mar...

Encontro o infinito...

Um instante mágico,

Que eu possa tocar...

Ao tocar o infinito,

Ele me toca de volta,

Um toque frio,

Mas ao mesmo tempo, morno, aconchegante...

E fico ali, sem saber como agir...

O que fazer?

O que dizer?

Pra que dizer?

Fico apenas a sentir...

O infinito que encontro entre as estrelas e o mar...

Fecho os olhos...

Deparo-me com meu silêncio,

E o infinito,

Que me cerca,

È a sua ausência...

A noite termina,

O sol me aquece,

Uma voz me encanta,

Como uma hipnose de devaneio...

E o infinito que agora alcanço,

É apenas a proteção de seus braços...

(escrito a duas mãos Júlio e Mary)

Dentro de meus olhos...

Se olhasse por apenas um segundo dentro de meus olhos...

Veria os seus refletidos como nunca vira antes...

E teria que achar forças em seu interior

Para esquecê-los e poder dormir em paz...

Mesmo assim não haveria sono,

Perderia-se em devaneios,

Pois sua alma te perturbaria,

Necessitaria desvendar a magia...

A magia que te prende,

Te consome,

Te envolve,

Te enlouquece,

E ao mesmo tempo...

Se olhasse por apenas um segundo dentro de meus olhos...

Poderias entender,

O que palavras não descrevem,

O que o medo apavora,

Mas mesmo assim,

Pode ser chamado de infinito...

Infinito, o vazio entre duas palavras,

No espaço entre estes olhos,

Entre coisas tristes e piadas

Entre atos honrosos ou odiosos...

Se...

Se olhasse...

Ah...

Apenas um segundo...

A imensidão do oceano,

Se tornaria um suspiro,

E o instante de um sonho

Apenas o ar que respiro...

Dentro de meus olhos....

Teus olhos...

Tão meus olhos...

Nossos olhos...

Unidos pelo espaço entre eles...

Distância longa, porém tão curta.

Logo abaixo, respiração...

Ofegante, porém pausada...

Tempo que para...

Mas momento que se torna eterno,

Assim como meu amor por você...

(escrita a duas mãos Júlio e Mary)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Viver....

Às vezes me pego a pensar...

Palavras surgem,

Palavras se apagam,

E o medo vem a me calar...

Mas para que esse medo?

Seria medo de errar,

Medo de sofrer,

Medo de tentar?

A noite calma se aproxima,

O silêncio a gelar meu corpo,

A sombra,

A me guiar...

Passos lentos sob a luz do luar,

Tímidas estrelas,

A enfeitar a imensidão do céu

Fazendo-me companhia,

E eu ainda a pensar...

O lago tocado suavemente pela brisa,

Leva-me a sonhar,

Tantos instantes que pareciam imortais,

E agora não mais poderia presenciar...

Sonhos vêm e vão,

Confundindo-se com a realidade...

Olhares,

Sorrisos,

Esperanças,

Medos...

O que fazer?

Será que consigo?

Medo?

Até quando...

Coragem?

Sei que é preciso...

Mas nem sempre fazemos o necessário,

Às vezes nem sabemos o motivo,

Apenas não fazemos...

Pequenas nuvens começam a se formar no céu,

As estrelas, minhas únicas companhias,

Começam a me deixar,

Uma a uma vão se escondendo,

Deixando-me cada vez mais só...

Fecho os olhos,

Pareço me transportar para outro lugar,

Uma paz,

Uma segurança,

Uma doce voz,

A me encantar...

Sinto como se flutuasse,

Mas sem tirar os pés do chão,

Um momento mágico,

Um momento único,

Ah como desejo que dure pra sempre...

Se for um sonho não quero acordar,

Um delírio?

Não desejo sarar,

Uma alucinação?

Quero continuar até quando for possível...

Pra sempre...

Delicadamente a chuva toca minha pele,

Cai sobre meus olhos,

Rola por minha face,

E morre em minha boca...

Sinto um toque levemente doce,

Como um beijo roubado...

Ao abrir os olhos,

Deparo-me com você,

Será real?

Ou será mais uma alucinação?

Uma brincadeira de meus próprios pensamentos?

Mais um beijo,

Um abraço quente,

E o sonho,

Transforma-se em realidade...

Será pra sempre?

Difícil prever o futuro,

Mas se o nosso hoje é uma caixa de surpresa...

Devemos viver o presente...

Viver...

Aproveitar cada minuto,

Viver cada dia,

Como se fosse o último...

Ter consciência e responsabilidade

Viver...

Viver sem medo,

Sem medo de ser feliz...

(escrita a duas mãos Fernando e Mary)

domingo, 20 de janeiro de 2008

Mas só foge de mim...

Mas você só foge de mim...

Como em noites sombrias,

Em que a saudade parece sufocar a alma...

Assim como a noite,

Sinto minha alma fria,

Algo precisa ser feito...

Mas o que seria?...

Você só foge de mim...

Pensamentos vem é vão,

Mas para meu desespero,

Não chego a nenhuma conclusão....

Caminhando a passos lentos,

Pelas ruas onde um dia te encontrei,

Buscando seu olhar,

Perco-me...

O que aconteceu?

Por que você não esta mais aqui,

Onde eu possa sentir sua respiração...

Seu calor,

Seu coração?

Seu medo,

Seu segredo,

Por que foge de mim?

A chuva cai,

Fina,

Doce,

Rolando pela minha face,

Confundindo-se com as lágrimas que insistem em brotar de meus olhos...

De repente tudo pára,

O coração acelera,

Ouço uma voz

Será sonho?

Sinto um abraço quente...

Talvez...

Mas de quem será essa voz que toca suavemente meus ouvidos?

A chuva dá uma trégua assim como minha lagrimas,

Sinto que algo esta para acontecer...

Uma sensação de medo,

E, felicidade toma conta de mim...

Mas você nada diz,

Apenas um olhar,

E todo o medo desaparece...

Um olhar tão profundo,

Que neles posso ver escapar um sorriso de meu rosto cansado...

- Te amo...

Uma frase que soou como música...

Como pode apenas cinco letras dizer tanto....

Não acreditava no que estava ouvindo...

Havia passado toda a minha vida esperando ouvir essa simples frase...

- Repete...

Foi o que consegui dizer na hora,

Precisava ter certeza do que eu havia ouvido...

- Te amo...

- Demorei tanto a entender,

- Demorei tanto a perder o medo,

- Demorei tanto...

- Te amo, te amo...

Minha alegria transbordara neste instante,

A chuva volta a cair...

Novamente lágrimas brotaram de meus olhos,

Porém lágrimas de felicidade,

De ternura...

De amor...

A lua ilumina o céu fazendo um maravilhoso contraste com a fina chuva que cai...

Tudo se torna um momento mágico...

Um pequeno paraíso,

Sem praia,

Sem areia,

Apenas como o cenário das ruas...

Para testemunhar,

A mais bela história,

Meu amor por você...

(escrita a duas mãos Fernando e Mary)